Estamos cansadas! Exigimos justiça!

Basta de tolerância para agressores, violadores.


No mesmo dia, um jornal informa sobre o “perdão” a um violador em Portugal e sobre o atentado com gasolina a uma jovem indiana violada .O que têm os dois casos em comum? O exercício do machismo sobre mulheres que já tinham sido vítimas de violência sexual de forma muito grave.O machismo, a cultura de violência e a impunidade dos homens estão por todo o lado.

Como Feministas em Movimento reclamamos uma mudança de paradigma, a desnaturalização da violência, a igualdade entre homens e mulheres.E, vivendo em Portugal, exigimos uma mudança célere na justiça: detenção de agressores e prisão efectiva para violadores; tribunais especializados para julgar violência doméstica; uma justiça que não desvalorize crimes sexuais; uma justiça que proteja crianças e não as obrigue a conviver com progenitores agressores.

Precisamos de redes de apoio às vítimas, justiça eficaz, e não de expectativas infundadas de remissão dos agressores – opção que parece estar a fazer escola. As vítimas têm de ser levadas a sério, protegidas, apoiadas e emancipadas. A violência de género requer redes de apoio e de intervenção, mas também a solidariedade entre/para com as mulheres.

A não violência tem de educar as novas gerações, desde logo na escola, para se alargar à família e à sociedade. Uma educação para a cidadania, a igualdade e os direitos humanos são a melhor vacina para pormos termo ao flagelo da violência doméstica e violência sexual.

Estamos cansadas! Exigimos justiça!

5/12/2019 A Direção da FEM