Shady River, da realizadora Tatiana Mazú González, faz parte do programa online “Arquivos do Presente”, do 18º Doclisboa, e disponível em online.doclisboa.org até dia 3 de Março. 
O filme é um retrato visual e sonoro que dá voz às mulheres de uma comunidade mineira na Patagónia que se levantam contra a história de exploração e repressão ainda vigente naquelas terras.
“Shady River” é uma visão sobre o modo de vida e o silêncio das mulheres que vivem em aldeias de homens.


Sinopse
De acordo com o mito ainda vigente nas cidades de carvão da Patagónia, se uma mulher entrar numa mina, a terra fica ciumenta. Segue-se colapso e morte. O filme parte de uma experiência pessoal sombria para se centrar no silêncio de mulheres que vivem em aldeias de homens. Como filmar onde a própria presença é proibida? Como registar os ecos do que não soa? Com o nevoeiro e o fumo da central eléctrica a cobrir a cidade, as vozes das mulheres de Río Turbio forçam a passagem entre o branco do gelo e o zumbido das máquinas de perfuração até rebentarem com a estrutura de silêncio.

O filme venceu o prémio Georges de Beauregard da Competição Internacional do festival FID Marseille no ano passado e estreia agora em Portugal. 

Esta sessão estará disponível para visionamento a qualquer momento do período em que decorre este programa. Será realizado ainda um Q&A com a realizadora por videoconferência, no dia  2 de Março, às 21h. A conversa será exclusiva para todos os portadores dos bilhetes para esta sessão. 

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