Comunicado FEM – DIA INTERNACIONAL DA MULHER
DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Lisboa, 8 de março de 2023
Hoje, em mais um 8 de março, Dia Internacional da Mulher, celebramos conquistas adquiridas ao nível dos direitos das mulheres e lembramos que elas só foram possíveis com a luta e trabalho árduo de milhares mulheres e também de alguns homens, num longo caminho percorrido.
Neste dia, centramo-nos em particular no muito que há ainda a alcançar em termos dos direitos das mulheres em áreas como sejam as múltiplas violências que sobre elas particularmente pendem, nomeadamente, violência doméstica, assédio sexual, violação, casamentos forçados e precoces, mutilação genital, tráfico para exploração sexual.
Em sociedades ainda marcadamente patriarcais, as desigualdades estruturais entre mulheres e homens nas múltiplas áreas das suas vidas teimam em manter-se. Torna-se assim evidente e visível o contraste entre Políticas Públicas, Convenções, Regulamentos, Pactos, nacionais e internacionais em matéria de igualdade de género, com o que os quotidianos e as vivências espelham: discriminação de género contra as mulheres e, em algumas geografias, retrocessos quanto a direitos alcançados.
As vivências evidenciam, para além das violências, áreas sensíveis e nas quais há ainda muito a laborar quanto aos direitos das mulheres em Portugal, como sejam em matéria de:
• Saúde e direitos sexuais e reprodutivos;
• Segregação vertical e horizontal do trabalho, disparidade salarial e conciliação;
• Pobreza;
• Educação;
• Paridade, participação social, económica e política.
Porém, noutras geografias, colocando-se estas questões, a luta centra-se na reconquista de direitos. Falamos, a exemplo, da perda do direito à educação e de direitos civis e políticos de raparigas e mulheres em países como o Afeganistão ou no Irão, incluindo o direito de utilização do espaço público; dos retrocessos ao nível dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres nos EUA; ou da violação em cenário de guerra como mais uma vez evidencia a guerra na Ucrânia.
Hoje como outrora as mulheres não baixarão os braços. Com a tenacidade, força e resiliência que sempre demonstraram, as mulheres, mais uma vez e neste 8 de março saem à rua e manifestam-se contra a desigualdade geradora de discriminações e violências que contra elas persistem, aqui e no mundo. Reivindicam o fim das discriminações de qualquer ordem, sejam elas em função do sexo, género, orientação sexual, identidade, e expressão de género características sexuais, diversidade étnico-racial, origem geográfica e nacionalidade, diversidade funcional ou outras. Reivindicam IGUALDADE!
Neste 8 de março, a FEM junta-se às outras organizações, coletivos e movimentos, partilhando as mesmas reivindicações, exigindo a materialização de direitos humanos.